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A compra de um imóvel é uma decisão muito importante e, como tal, exige planejamento e controle financeiro. É preciso ter em mente exatamente quais são os custos não só do imóvel, mas também dos extras que envolvem o negócio.

Impostos, taxas de cartório e reformas são alguns exemplos de despesas que costumam ser esquecidas ou ignoradas na hora da compra. Esses custos, entretanto, não são baixos e devem ser previstos para evitar surpresas e, até mesmo, a desistência.

Conheça, agora, os principais custos extras de um imóvel e saiba como se organizar para dar conta deles. Boa leitura!

Quais os principais custos extras?

Taxa de vistoria ou avaliação

Se você for financiar o imóvel, terá que pagar uma taxa de vistoria ao banco ou à financeira para a concessão do crédito. O profissional responsável pela avaliação é, normalmente, indicado pela instituição financiadora. O valor fica em torno de R$ 2,5 mil.

Seguros

O financiamento feito pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) exige a contratação de seguros por morte e invalidez e por danos físicos ao imóvel. O valor fica em cerca de 3% a 5% do preço total do imóvel.

Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI)

Trata-se de um tributo que o comprador deve pagar ao município onde está localizado o imóvel a ser adquirido. O valor varia de cidade para cidade e pode chegar a 2% do que será pago pelo imóvel.

Registro do imóvel

O registro do imóvel é emitido pelo cartório da cidade e atribui à propriedade uma matrícula. Tudo o que estiver relacionado ao imóvel, como venda, ampliação, demolição, arrendamento etc. ficará registrado nessa matrícula. O percentual a ser cobrado se difere de estado para estado, mas gira em torno de 1% do valor do imóvel.

Escritura

É o documento que atesta a propriedade do imóvel e a responsabilidade por ele. A lavratura da escritura é cobrada de acordo com a tabela de preços de cada tabelionato, com base no valor do imóvel. Caso seja financiado, o documento fica em nome da instituição financiadora até a quitação do financiamento.

Reformas e reparos

Caso você não encontre o imóvel perfeito, dos seus sonhos, talvez precise realizar algumas reformas. O custo disso deve ser calculado na compra para que sirva, inclusive, como argumento na hora de negociar uma redução do preço.

Como se organizar financeiramente?

Antes de comprar sua casa ou apartamento, planeje-se financeiramente. Procure descobrir se o valor que você tem disponível cobre as despesas não só da compra, mas também dos demais documentos, tributos e das possíveis reformas.

Não se preocupe em perder oportunidades, pois imóveis bons surgem a todo momento no mercado. O mais importante é ter certeza de que você não está comprometendo mais do que pode do seu orçamento.

Se for financiar, avalie as condições e as taxas de juros de cada banco. Pesquise e negocie as melhores taxas. Se já contratou o crédito, você ainda pode pedir portabilidade para outra instituição, caso encontre uma com taxas menores.

Pesquise seguros mais baratos e com corretores da sua confiança ou de amigos e parentes. Além disso, verifique se há desconto para a compra do primeiro imóvel e se não há outras unidades de melhor custo-benefício no mesmo edifício. Não tenha pressa em fechar o negócio.

Como você viu, planejamento e controle financeiro são fundamentais na hora de comprar sua tão sonhada casa própria. Por isso, não se esqueça de colocar no papel todas as despesas que acompanham a compra.

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